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Charlotte Gainsbourg + Beck

fevereiro 23, 2010

O maior motivo deste post existir é o fato desta música estar tropeçando na minha cabeça:

Master’s Hands

E também o fato de eu adorar Beck. Que é o produtor e compositor de 12 das 13 músicas do último álbum da atriz e cantora Charlotte Gainsbourg, IRM, da qual “Master’s Hands” é a primeira faixa. Ok, o Beck que eu adoro é o de três discos atrás, Guero (2005), e de seus outros trabalhos dos anos 90. Mas seus dois últimos lançamentos foram decepcionantes, alternando-se entre o excesso de edição e manipulação no computador e a busca por um estilo mais conciso. Ultimamente ele tem procurado inspiração e frescor em colaborações com diferentes artistas, seja através de seu Record Club (projeto on_line de regravação de albuns clássicos do rock), suas entrevistas no Irrelevant Topics (leia a com Tom Waits, é ótima) ou a produção de outros colegas, como aqui.

Me and Jane Doe

E Charlotte? Ela não é uma cantora de vozeirão, pelo contrário. A maioria das faixas de seus discos, este e o anterior 5:55 (2006),  são cantadas com muito ar, sussurradas. Quando é assim, se acrescentam mais takes de voz (overbubs), dando uma cara bem pop na interpretação – um outro jeito de ser pop, mais suave e intimista, porém também menos arrebatador. Que é o que separa quem gosta de quem detesta deste disco: junto com as melodias minimalistas de seu parceiro, a produção experimental e com algumas interferências eletrônicas criam um distanciamento em quem ouve. Não é música para dançar e nunca se propôs a isso, então ok. Na verdade é um disco da dupla, assinado por Charlotte. A intenção artística aqui é, de fato, fazer você sentar e ouvir canções pessoais em uma atmosfera ora angustiante, ora familiar. É pop contemporâneo, que aprendeu com o trip hop de Massive Attack e Portishead a criar climas e texturas cinemáticas. E que também retoma um jeito básico, às vezes acústico, de se fazer rock. Como no dueto com mr. Hansen, em clipe dirigido por Keith Schofield, abaixo:

Mais sobre ela aqui. E uma piccola entrevista aqui. E uma outra versão de Heaven Can Wait, ao vivo:

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