Skip to content

Desnostalgia: Lucas Santtana lança seu próprio banquinho e violão

julho 18, 2009

Voz & violão, formato clássico ou ultrapassado? Lucas Santtana não titubeou: é ultra sem ser passado. Ultraprocessado. E, sendo também clássico, aceita leituras não ortodoxas. Foi o caso. Onde? Aqui. É o link para baixar Sem Nostalgia, novo album de Lucas, colocado na rede pelo próprio, sem alarde, para o boca a boca comer pelas bordas, antes que o disco fisico chegue às lojas. Duas das faixas estão em streaming no MySpace desse soteropolitano instalado carioca (são “Who Can Say Which Way” e “Super Violão Mashup”). As outras foram sendo disponibilizadas desde março em seu blog/selo Diginóis, à medida em que iam sendo gravadas e mixadas.

Afinal: a idéia foi usar a voz e o violão como os suportes principais, mas não únicos, para suas canções, metade delas em inglês – incluindo 3 parcerias com Arto Lindsay. Só que o computador tomou o lugar do banquinho, tecendo uma parceria de fazer inveja em muita costureira por aí: corta corta corta, edita edita edita, e o violão que se ouve é resultado de sessões intensivas de Pro Tools, cordas ressampleadas, efeitos aplicados e muita piração. Só de percussão no corpo do instrumento, são quatro faixas, com convidados como Curumin, Marcelo Calado e Kabo Duca judiando do pinho. Como em “Amor em Jacumã”:

“Recado Para Pio Lobato” é uma homenagem ao guitarrista paraense de mesmo nome, expoente moderno da guitarrada do Pará. Lucas explica a estória em seu blog. Um delay com a repetição em alta velocidade e pronto, parece que você ouve um bandolim vibrando rápido:

Com o corpo do violão funcionando como uma zabumba grave, “I Can’t Live Far From My Music” é uma das mais dançantes. Parceria com Arto Lindsay, me lembrou “Q Samba”, que o mesmo pernambucano-americano gravou em “Mundo Civilizado” (1997):

Cada faixa teve uma situação de criação e produção diferente, passando pelas mãos e estúdios de Chico Neves, Berna Ceppas, Rica Amabis, Gil Monte, João Brasil, Buguinha Dub, Lucas Martins e Gustavo Lenza. A boa masterização de Lenza não deixa arestas entre tantas frestas. E pra fechar o post, uma das mais calminhas, afinal a idéia de reinterpretar o formato voz & violão não eclipsa em nenhum momento sua boa verve de compositor de canções pop.

“Hold Me In”

No comments yet

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: