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Jimi Hendrix no dia mundial do rock

julho 13, 2009

Hoje, 13 de julho, é o dia mundial do rock. Como se precisasse de um dia só pra ele. Culpa do Live Aid e do Bob Geldof, que na mesma data em 1985 juntou um monte de gente para tentar acabar com a fome na Etiópia. Acho que não conseguiram. Mas faturaram em cima, com todo mundo posando de bom moço.

Independente, quando se pára pra pensar em marcos históricos e comemorações em torno do rock, aparecem Elvis, Chuck Berry, Stones, Little Richard… Já pra mim, o rock surgiu com Jimi Hendrix. Entrando na adolescência, foi quando realmente parei pra prestar atenção ao som e à atitude do rock, apesar de já conhecer Police, Stones, Beatles e Rita Lee. Mas foi com Hendrix que gastei o vinil até o gato se suicidar. O que primeiro ouvi dele, e que bateu forte, foi “Fire” e “Stone Free”, de uma coletânea emprestada chamada Smash Hits. “Fire” tem um riff básico de guitarra e baixo – que na época me soava bem pesado – emoldurado pela bagunça da bateria. “Stone Free” tem o cowbell marcando o tempo, um recurso que viraria clichê nos anos 70. E que é bom demais.

Fire

Stone Free

Hoje em dia Hendrix anda meio fora do circuito. Não é hype nem geek e definitivamente não é cool, restando ser o mesmo freak de sempre. Sorte dele. Se estivesse vivo, talvez fosse obrigado a tocar no Grammy ou no Superbowl. E provavelmente não veria graça nenhuma em competir com os atuais módulos de efeitos, divinos porém à prova de intuição. Sim, porque o negócio do canhoto de Seattle era a invenção e a improvisação em cima da precariedade da tecnologia de então. Por isso seu som era crú, pouco lapidado – e isso tinha muito a ver com seu gosto pelo blues, também. De certa forma, foi Hendrix quem realmente eletrificou o rock, ou pelo menos expandiu os limites da expressão sonora através dos efeitos, microfonia e ruidos. Eu sei o quão batida é sua versão de Star Spangled Banner (o hino americano) em Woodstock, mas é um exemplo incrivel de sua capacidade de controlar e moldar sons aleatórios através de sua guitarra.

E já que este é um post bem pessoal, fica aqui uma pouca conhecida e que gosto muito: “Dolly Dagger”, primeiro ao vivo no festival da Ilha de Wight (1970) e depois com a versão de estúdio sendo decupada pelo engenheiro de som (yas!).

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