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Feijoada: Heitor dos Prazeres

julho 8, 2009

4ª feira é dia de feijoada!

Feijuca rara, a de hoje: documentário curto de 1965 sobre Heitor dos Prazeres, sambista e pintor que participou da fundação das escolas de samba Mangueira, Portela (na época, “Vai Como Pode”) e Deixa Falar (depois, Estácio). Autor de mais de 100 sambas, entre eles “Pierrô Apaixonado” (parceria com Noel Rosa), no documentário de Antonio Carlos de Fontoura ele se define assim: “Eu sou Heitor dos Prazeres. (…) Este prazer que eu tenho no nome é o prazer que divido com o povo (…) Esse povo que sofre, esse povo que trabalha, esse povo alegre (…). O alegria e o sofrimento desse povo é que me obrigam a trabalhar. (…) O povo é aconchego. O povo é tudo. Eu, para o povo, represento um pedaço. Eu sou o ovo e o povo é a chocadeira.” Engraçado como esse discurso sobre “o povo” reflete a ideologia da época, os CPCs e o nacionalismo: hoje não cola direito, ou se cola, desgruda na primeira chuva.

O bacana é não apenas ouvir Heitor falando de si (narrador exclusivo dessa produção feita 1 ano antes de sua morte), mas também ver o Rio de Janeiro dos anos 1960, o Rio dos cortiços e do centrão, fora do circuito da bossa nova. Ainda por cima com a montagem de Ruy Guerra e a fotografia de Affonso Beato (que trabalhou com Glauber Rocha, Pedro Almodóvar e Walter Salles). Tá na mesa:

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