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Feijoada: samba e futebol

junho 10, 2009

4ª feira é dia de feijoada!

Então tá, vamos falar de clichês: samba combina com futebol, e por muito tempo a única trilha sonora que se conseguia imaginar para uma partida era nosso amado ritmo. Mascava-se e remascava-se a batucada junto com a bola como um chiclete, os clichês felizes por ali existirem: Brasil país do futebol, brasileiro é bom de samba e de bola, é tri, é penta, é tetra. E o batuque castigando, reafirmando nossa alegria. Futebol e samba são espelhos do país, identidade e maneira de estar no mundo.

Hoje em dia futebol combina com outros ritmos, nativos ou não, assim como a caipirinha que os gringos tanto associam conosco ganhou vodka e saquê, caju, uva e framboesa. A feijoada, não, no máximo virou light, independente do porco continuar com sua dieta hard. Mas no tempo em que essas associações eram menos frequentes escreveram-se sambas com datas de validade muito maiores que as de um campeonato estadual.

É um pouquinho disso que quero mostrar aqui, um micro-playlist que não poderia começar com outro que não fosse o tema do programa jornalístico esportivo Canal 100, que passava nos cinemas sempre antes do filme começar, mantra da minha infância: “Na Cadência do Samba”, de Luis Bandeira, famoso também como “que bonito é” na versão com letra: Que bonito é/ Ver um samba no terreiro/ Assistir um batuqueiro numa roda improvisar/ Que bonito é/ A mulata rebolando, os tambores repicando/ Uma escola a desfilar/ Que bonito é (…)/ O samba é romance/ O samba é fantasia/ O samba é sentimento/ O samba é alegria/ Bate que vai batendo a cadência boa que o samba tem/ Bate que repicando pandeiro, vai tamborim também. Só não confunda com a “Cadência do Samba” de Ataulfo Alves, aquela que diz Quero morrer numa batucada de bamba/ Na cadência bonita do samba. Tá na mesa:

Na Cadência do Samba (versão Canal 100):

Em 1973 Elis Regina gravou “Meio de Campo”, presente de Gilberto Gil, em seu disco “Elis”. A canção ganhou um arranjo caprichado do time que a acompanhava: César Camargo Mariano no piano, Hélio Delmiro na guitarra, Luizão Maia no baixo e Paulinho Braga na bateria.

“Meio de Campo” (Elis Regina):

Se tem um compositor que adoro, é o Wilson Batista. Flamenguista doente, escreveu sua versão informal para o hino de seu time, aqui na voz de João Nogueira (que trocou e atualizou o nome de alguns jogadores).

“Samba Rubro Negro” (João Nogueira):

E sabe quem já gravou alguma coisa, também? O Pelé (pois é). “Meu Mundo É Uma Bola” (Pelé):

Originalmente um choro acelerado de Pixinguinha e Benedito Lacerda, “1 X 0” vira um samba mais lento quando ganha letra de Nelson Ângelo. Tinha que ser mais lento, mesmo, pois se fose na carreira que é a versão instrumental, muito cantor precisaria de balão de oxigênio depois. Aqui, “Um A Zero” em gravação do politeamense Chico Buarque:

Uma lista futebolística ficaria incompleta sem Jorge Ben (Benjor não), flamenguista e sambalanceiro de 1ª hora. “Camisa 10 da Gávea”:

One Comment leave one →
  1. Patrícia Machado permalink
    outubro 6, 2009 8:58 pm

    Prezado Amigo,
    Preciso urgentemente da música na Cadência do Samba, felizmente achei no seu site, mas não sei como copiar.
    Poderia me ajudar disponibilizando uma cópia?
    Te agradeço antecipadamente.
    Abraço,
    Patrícia

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