Duplex: Brigitte Bardot e Wilson Simonal

2010 fevereiro 8
por marcosazambuja

Não é por ter passado o verão de 1964 em Búzios que Brigitte Bardot aprendeu alguma coisa sobre o suingue brasileiro: ela simplesmente não aprendeu. O lance dela era o Gainsbourg, e depois as focas. A questão da malemolência é fácil de se verificar, basta dar uma olhada no video mais abaixo, sua versão pop/rock para “Nem Vem Que Não Tem” (que virou “Tu Veux Ou Tu Veux Pas”).

O problema surge quando, na equação Bardot/suingue, pinta um terceiro vértice chamado Wilson Simonal. Aí é covardia. Melhor deixar a  musa do cinema francês como estátua naquelas praias fluminenses, enquanto o pilantra dá as ordens no terreiro, nesta que é a primeira faixa do lado B de seu “Alegria, Alegria!!!” (1967). E que pode ser uma faixa batida, malhada, que você pensa que não aguenta mais ouvir… Mas então ouça de novo. E perceba que o balanço não é só do crooner, mas também da banda que o acompanha. Quer saber? Imagine tirar aquela pandeirola Motown dos tempos 2 e 4, entrando junto com a caixa: o prédio desaba. Ou o piano meio jazzistico, insistente. Ou ainda a guitarra condutora no contracanto. Todo mundo de mãos dadas, menos o pessoal que tá batendo palmas – recurso que acabou manjado com o passar do tempo, mas que o pessoal da pilantragem usou bastante. Erlon Chaves que o diga. Bom, solta o play:

Nem Vem Que Não Tem (Wilson Simonal)

Daqui

Curumin in the Céu with diamonds

2010 fevereiro 6
por marcosazambuja

Curumin dando sua opinião acústico-dubesca sobre Cangote, da Céu:

E a original de Maria do Céu:

Cangote (in “Vagarosa”, Six Degrees Records 2009)

Dica do @dafnesampaio

Música sem fim

2010 fevereiro 5
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por marcosazambuja

A caixa dos loops. Um instrumento de riso e tortura medievais. 164 músicas com trechos eternamente loopados. Você clica, ela toca; você toma banho, vai à padaria, paga as contas, trabalha, e ela lá. Tocando o mesmo trecho de música. Interface simples projetada pelo designer holandês Tom van Beveren.

Quer saber? Vai lá e procure, digamos, por “Gerard Gustin – Monsieur Canibal”, “Jamie Cullum – Get Your Way”, “Hot Chip – Over & Over” (titulo auto-explicativo) ou “Herb Alpert – Spanish Fly”. Garanto que você nunca mais vai achar ‘Sex Machine’ tão sexy.

Música e Cinema: os funky 70’s

2010 fevereiro 4

Tarantino foi um dos que abençoou: hoje, gostar da cafonice dos anos 70 já não pega mal. Hoje não, né, pois Pulp Fiction é de 1994 (mas o remake de Starsky & Hutch só apareceu 10 anos depois, e o de Shaft é de 2000). Não importa, o ponto aqui é que os anos 70 foram sublimes para a cultura pop. Hollywood? Foi salva por diretores malvados jogando pessoas aos tubarões ou pondo psicopatas para dirigir taxis. Sangue e trombadas de carro. Nunca amassaram tanta lataria quanto naquela época.

E a trilha para acompanhar? Funky big bands, bro. Jazz modernizado e adaptado à linguagem das telas. Metais tensos e a levada black conduzindo tudo. Como esta pérola com música de David Shire para O Sequestro do Metrô 123 (1974):

E Starsky & Hutch? Score do Lalo Schifrin. Você conhece: Hawaii 5.0 e o tema em 5/4 de Missão Impossivel são dele, argentino residente nos States desde 1958. Bruce Lee foi muito grato a ele: é seu o tema de Operação Dragão (Enter The Dragon, 1973):

Enter The Dragon

Kojak, Baretta, Columbo, Cannon. Filmes policiais eram a praia predileta desses scores. É, mas Tarantino não é responsável por nada disso não (óbvio…). Nem o Lalo. A culpa é da blaxploitation, movimento de criação cinematográfica feito por diretores, atores e músicos negros. Shaft (1971) tem música de Isaac Hayes e Super Fly (1972), super groove de Curtis Mayfield:

Shaft (Isaac Hayes)

Super Fly – Freddie’s Dead (Curtis Mayfield)

Pra terminar, James Brown – Black Caesar, 1973:

O Sequestro do Metrô 123 foi dica do @ricardolombardi, dank!

Miles Davis fala

2010 fevereiro 1
por marcosazambuja

Documentário e entrevistas com Miles Davis para a TV francesa, década de 80. “Não quero ser rotulado de nada além de músico. E de Miles.” (I don’t wanna be labeled anything but a musician. And Miles).

Continuação ampliando o post:

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Guitarra de Lego

2010 janeiro 22
por marcosazambuja

Pra tocar Devo:

Satisfaction (cover dos Stones)

Daqui – dica do @ricardolombardi

Beat box na terra dus koala

2010 janeiro 22
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por marcosazambuja

Apesar do tamanho, pela cara de bebê esse mano australiano não deve passar dos 20: vin-te mostrar como se faz um beat box da hora.

Dica do Percussionista

Duplex: Exit Music (For A Film)

2010 janeiro 15
por marcosazambuja

“Exit Music For A Film”, música de encerramento de um filme. Poderiam ser centenas de filmes, e eu por exemplo visualizo um drama francês, com o Daniel Auteuil se separando da mulher e todo mundo se dando mal… (tem um filme assim, né, de uns 1o anos atrás – só não lembro o nome). Pois essa balada do Radiohead foi de fato usada nos créditos finais de Romeo + Juliet (com Leonardo DiCaprio). Não entrou no album com a trilha sonora da fita, mas foi para o 3º disco da banda, “OK Computer” (1997). Veja só, pureza é mesmo um mito: as cinco primeiras notas da melodia são um decalque de Insensatez, de Tom Jobim. E também do Prelúdio nº4 para piano, de Frédéric Chopin. O jazzista Brad Mehldau deu sua versão, em “The Art of the Trio Vol. 3″ (1998). Aqui:

E no original dos próprios Cabeça de Rádio:

Pray_list cabra cega 03

2010 janeiro 15
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por marcosazambuja

Sou músico. Você acha que um cardiologista nunca estudou ortopedia? Pois é, também busco abrir o espectro musical de minhas referências. Mesmo porque, trabalhando com produção de áudio, preciso ter os ouvidos sempre abertos para novidades e surpresas. Por necessidades de trabalho, tive que aprender a ouvir – e entender, para saber reproduzir – estilos musicais distantes de minha origem.

Quando ouço meu iPod, deixo o play list sempre em aleatório (shuffle) ou nas últimas músicas adicionadas, tocando randomicamente. Como uma rádio. Aprendi que esse é um bom jeito de saber se realmente gosto daquela música ou artista. Começou a tocar, não mudei, então tá bom. Assim:

01

02

03

04

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Mashup de capas e quadros

2010 janeiro 14
por marcosazambuja

King Crimson + Edvard Munch. Brincadeira com capas de discos e quadros famosos. Flickr fun: CG (See Gee) é alguém que gosta de brincar com imagens icônicas, fazendo sleeveface como nas suas últimas postagens ou misturando Black Sabbath com Marcel Duchamp. Entretenimento 2.0, highbrow/ lowbrow, que seja. Confira aqui suas outras brincadeiras.

Daqui